Minha casa

Belém vista do espaço

O Cláudio Costa publicou uma foto de satélite da praia de Ipanema, a propósito de falar do site Apolo 11, que divulga dados interessantes sobre geografia e astronomia.

Eu, invejoso que só, resolvi postar aqui essa imagem de minha querida cidade, Belém. A gravura foi montada a partir das fotos disponíveis no site do sensacional projeto Brasil visto do Espaço, da Embrapa.

O Marcelo Tas já o divulgou no Vitrine, mas não custa repetir: esse projeto fotografou toda a superfície do território brasileiro, por satélite, e montou mosaicos que permitem uma bela visão sobre a vegetação, relevo e hidrografia do país. Além do site, as fotos estão disponíveis num CD-ROM, e são imperdíveis não só pra quem precisa das informações como pra quem é simplesmente curioso pra ver um retrato de corpo inteiro do Brasil.

Como se pode notar, Belém está na ponta de uma península, e uma hidrografia acidentada a deixa um pouco isolada da Baía do Marajó. Isso foi importante para o fundador da cidade, o português Francisco Caldeira Castelo Branco, que construiu em 1616 o Forte do Presépio, marco inicial de Belém, num local de difícil penetração para os invasores franceses e ingleses. A região era estratégica, por ser o limite norte da linha do Tratado de Tordesilhas.

O que era bom na época, hoje dificulta a atividade do porto da cidade. A maioria dos grandes navios aporta em Vila do Conde, que está de frente para a baía e pode ser vista no canto inferior esquerdo da foto. A grande ilha a nordeste é o balneário de Mosqueiro, onde passei todos as minhas férias de verão, até a adolescência. Bons tempos aqueles.

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A partir deste post estou abandonando meu pseudônimo, Luciano Chardon (que usei em fóruns diversos por alguns anos), e passando a assinar com meu verdadeiro nome, Marcus Pessoa.

Minha participação na blogosfera, primeiro como comentador, depois como dono de blog, me permitiu conhecer várias pessoas inteligentes e espirituosas, chegando às vezes a um nível de amizade, e achei bobagem continuar me identificando com um nome que qualquer leitor de Balzac (como o Rafael Galvão) percebe imediatamente que é falso.

Também me causou forte impressão o artigo de Julio Daio Borges no Digestivo Cultural, criticando aqueles que escrevem na net com pseudônimos. Embora eu não me enquadre nos casos patológicos descritos no artigo, percebi que quem assina o seu nome, dando a cara pra bater, acaba sendo mais respeitado. É isso.

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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