Truculência na Rua Augusta

Uma amiga que trabalha numa livraria da Rua Augusta, em São Paulo, me informa de um acontecimento absurdo: na tarde do dia 7 de setembro, a Guarda Civil Metropolitana passou por lá, apreendeu livros que são tradicionalmente vendidos em banquinhas na rua e prendeu um dos livreiros que os estava expondo.

Os guardas disseram que “cumpriam ordens”. A Guarda é subordinada ao prefeito de São Paulo, José Serra, e a área da Augusta é de responsabilidade do subprefeito da Sé, Andreas Matarazzo. O livreiro estava com sua barraca montada próxima ao Espaço Unibanco de Cinema, e os freqüentadores presentes tentaram interceder para impedir a apreensão e a prisão, o que foi inútil.

A exposição e venda de livros nos finais de semana e feriados é feita há bastante tempo na área, e os livreiros têm um público fiel. A truculência dos milicianos deixou revoltados os que trabalham e freqüentam a rua. Um ato público de protesto está programado para o dia 17 de setembro próximo, das 17 às 19 horas, no Espaço Unibanco.

O que dizer de um país onde vender livros pode dar cadeia?

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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