O debate da Globo

Quando a TV Globo anunciou o formato de seu debate entre os candidatos a presidência, aparentemente idêntico ao de 2002 entre Lula e José Serra, eu imaginei que ele pouco influiria nos rumos da eleição.

Continuo achando, e também que a vitória de Lula amanhã está selada. Não houve vencedor ontem, e nem poderia haver. Esse formato de perguntas e respostas curtas sobre temas gerais permite apenas que cada um diga o que quer, sem ser efetivamente questionado.

Alckmin mentiu descaradamente pelo menos uma vez, ao criticar o projeto de gestão de florestas, segundo ele uma “privatização” das terras públicas. Não só o PSDB votou a favor do projeto, como este foi apoiado igualmente por madeireiros e ambientalistas. Acusar Lula de privatista é um gesto de desespero que me deixa até constrangido.

De qualquer forma, o debate não foi idêntico ao de 2002. Caso alguém não tenha notado, no debate de quatro anos atrás as perguntas eram neutras, não havia os “dramas pessoais” expostos em todas as perguntas do debate de ontem. Era um com a casa alagada, outro com os amigos assassinados, etc. Um chororô unânime, que certamente foi insuflado (roteirizado?) pela equipe da TV.

Um dos eleitores “indecisos”, inclusive, foi questionado em seu livro de recados no Orkut, por seus próprios amigos, sobre essa história da carochinha de que tem que pegar três ônibus para chegar à faculdade.

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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