Maria do Amparo (1945-2009)

Eu e mamãe, na festa de seus 60 anos

Há pouco mais de um mês, esses olhos estavam, apesar de cansados, com a mesmíssima vivacidade e alegria que mostram nessa foto. O sorriso era mais sereno, menos transbordante, mas estava lá. Ela partiu feliz, sem saber que tinha poucos dias de vida, e estava unicamente preocupada com os filhos, pois nunca foi de achar que precisasse de qualquer outra coisa que não sua própria força interior.

Não devo me derramar e escrever demais sobre meus sentimentos. Seria impossível fugir de uma hagiografia, que não seria compreendida por quase ninguém, e você nunca saberá realmente do que se trata, nunca mesmo, se não falou com ela pessoalmente, mesmo que durante alguns minutos. Porque nesses poucos minutos você já saberia da coisa real. De tudo o que de imenso havia dentro dela.

Uma semana depois de uma última conversa que tive com ela no hospital e que me fez de novo (e para sempre) um homem feliz, e depois de vários dias com ela fortemente sedada, Renato, meu irmão, me liga e avisa que ela se foi, coisa que, sabíamos, viria a qualquer momento. Como na ocasião da morte de meu pai (e sobre isso falei aqui), a reação inicial foi de tentar administrar o caos, manter-me acordado para ter a exata dimensão do que estava acontecendo. Não chorei na hora.

Passo a tarde meio abobado, conversando com o amigo que me hospeda. À noite me visto e vou para o velório. Poucos parentes, porque ainda é cedo. O caixão está tão cheio de flores que só vejo seu rosto e suas mãos. Eu a toco, e como previa, nada sinto, porque não é ela que está lá. Não é a sua pele macia, e não há a expressão de vitalidade que era sua máscara perpétua.

Toco suas sobrancelhas e cabelos e sinto, neles, um eco daquele corpo quando era vivo. Os pêlos não fazem parte realmente do corpo de ninguém, e até por isso ficam idênticos, não morrem, mantém a mesma sensação ao tato. Me arrepio com esse paradoxo.

Abraço minhas tias, mas é quando vejo Marina, mulher do meu primo, que me ajudou a cuidar dela nos últimos meses, que eu lembro de tudo que aconteceu, e de como tive a oportunidade de quase um ano de convivência antes de ela partir. Nem sempre o câncer permite isso. Desabo a chorar.

Meu outro irmão, Aldo, aparece, estóico e quase alheio a tudo. Eu sei que Renato está muito perturbado; ligo pra ele, e percebo que não virá ao velório a não ser que eu vá buscá-lo em sua casa. Saio imediatamente.

Ele tem um gênio muito forte e nos últimos meses brigou com quase toda a família. Consigo convencê-lo a ir, mas vou embora sem ele, que me promete que me seguirá em coisa de uma hora, uma hora e meia.

Todos os abraços, todos os pêsames, todas as conversas com pessoas queridas me ajudam a passar o tempo. Velar um caixão durante uma noite inteira é uma tortura exigida pela cultura brasileira.

Vejo Renato chegando e vou recebê-lo. Ele me cumprimenta e passa pela parentada sem falar com ninguém, a ponto de muitos nem perceberem que ele chegou. Há um ruído enorme de gente conversando. Aqueles que estão há mais tempo velando já passaram a fase dos pêsames e relembram as dezenas de histórias deliciosas envolvendo a mamãe. Até risadas altas são ouvidas, e isso é algo que ela teria gostado. Então ninguém nota direito quando Renato chega perto do caixão.

Ele começa a chorar em silêncio, e eu vou para o seu lado e tomo o seu braço, também contemplando o corpo dela. Aldo se aproxima e vê Renato chorando, o que o faz chorar também, pela primeira vez no dia. Eu, é claro, os sigo e choro de novo.

É como se o tempo estivesse parado. Eu queria que esse momento durasse o resto da noite — e durou, de certa forma, pois todo o resto foi irrelevante. Enquanto estamos juntos, percebo às minhas costas que o alarido começa a diminuir, as pessoas começam a parar de falar, e depois de uns dois minutos está um silêncio completo. O som fraco de nosso choro soa como um estrondo na sala. Nós temos, é claro, o direito de não prestar a menor atenção em ninguém a não ser em nós mesmos e no corpo sem vida da mamãe.

Por volta de meia noite estou exausto e volto pra casa. Durmo um sono pesado e quase perco a hora; acordo faltando vinte minutos para a saída do cortejo. Visto-me rápido e, por sorte, a saída atrasa quase meia hora.

Num velório comprido não temos a exata noção de quanta gente veio. Eu achei que tinham sido poucos, mas as pessoas vão e vêm, e quando fazemos a conta acaba sendo bem mais do que pensávamos. No enterro não; todos aparecem ao mesmo tempo. Chego à capela e tudo, a própria capela, o hall que dá acesso, e mesmo a calçada, está completamente lotado de amigos e parentes da mamãe.

Estão dezenas de professores da universidade, quase toda a enorme quantidade de irmãos, cunhados e sobrinhos dela, muitas senhoras da Seicho-No-Ie, pelo menos meia dúzia de ex-empregadas domésticas que a adoravam, e todos aguardando as várias homenagens. O pessoal da Seicho-No-Ie faz o seu culto, o diácono fala, o pastor chamado pela tia Noêmia também, e por isso o atraso. Quase dez coroas de flores enfeitam a capela e tornam o pequeno espaço ainda mais apertado.

Muitas pessoas só me vêem agora, e correm para mim, para me abraçar, me prestar pêsames, falar o quanto mamãe era uma pessoa boa, pedir que eu não os esquecesse, que mantivesse contato… fico enfastiado, já não consigo dar atenção a alguns, e chego a ser rude, dizendo que não tenho tempo para falar com todos.

Renato não chegou, e avisa por telefone que nos encontrará no cemitério. Eu, Aldo e mais alguns parentes homens carregamos o caixão até a van da funerária. Essa é uma tarefa que não posso delegar. Fazemos o mesmo depois, na porta do cemitério, carregando o peso até o carrinho de mão de lá. Nessa hora Renato já está presente e eu o chamo para carregar conosco.

O cortejo percorre o cemitério. São tantas coroas de flores que não cabem todas sobre o caixão, e temos que carregá-las; um peso enorme. Minhas tias, quase todas católicas, cantam vários hinos; eu tento acompanhá-las, mas não sei todos, e fico fazendo uns virunduns em vários deles.

Foram trinta anos sem nenhuma morte na família. Eu não tinha a idéia real do que era um enterro. Parece, em certo momento, que nós estamos lá mais como testemunhas, pra nos certificamos de que o corpo seria mesmo enterrado e para que não houvesse a menor dúvida de que mamãe tinha se ido pra sempre.

O diácono diz as palavras habituais. Eu estou do lado dele e leio em seu livro; são bonitas. Escuto tia Noêmia declamando baixinho um palavreado da sua própria igreja protestante, enquanto o diácono está perorando. Tia Zilá, católica fervorosa e um tanto intolerante em termos de religião, fuzila sua irmã com os olhos.

As coroas e buquês têm que ser desfeitos, para que não sejam aproveitadas por vendedores inescrupulosos. São tantas flores que o caixão, já na cova, fica completamente coberto. Quando são jogadas as pesadas porções de terra, o som delas batendo na madeira é forte e nossos sentidos têm a última evidência da existência dela.

Ao sair, percebo que o jazigo da família descansa exatamente sob a sombra de uma pequena árvore, a qual não consigo identificar. Não há muitas árvores no cemitério; tomo isso como um bom agouro.

Falto à missa de sétimo dia, que disseram ter sido linda, e fico dias e dias como um sonâmbulo, sem querer nada da vida. Não sabia quantos se passariam até eu sentir todo o peso da ausência.

Hoje eu estava arrumando os arquivos do computador pra passar para o notebook novo e achei uma gravação de áudio que ela fez, lendo a Sutra Sagrada da Seicho-No-Ie, pra mandar por e-mail para o Renato, que estava morando em Fortaleza, cheio de problemas e muito deprimido.

A Sutra foi escrita pelo venerável Masaharu Taniguchi, um verdadeiro poeta, e que ensinava que tudo o que existe de ruim (discórdias, doenças e tristeza) é apenas ilusão, e que na essência todas os seres humanos são perfeitos e harmoniosos.

Coloquei imediatamente a gravação num pequeno site, cujo endereço não vou revelar aqui, e mandei o link para parentes e amigos. Ao ouvi-la completa, aconteceu o que viria mais cedo ou mais tarde: a consciência profunda de não ter mais, para sempre, a pessoa mais maravilhosa do mundo ao meu lado.

Eu poderia renegar o meu Deus, perguntando-lhe por que aquele empresário corrupto e assassino viveu até os 91 anos, e a dona Amparo mal chegou aos 60, morrendo de um câncer do qual ela teoricamente estava curada há mais de 10. Mas eu preferi lembrar que só o fato de ela ter existido e feito eu me tornar o que sou já era uma graça enorme demais e pela qual nunca poderei agradecer direito. Mais ainda que nesse ano a consciência da morte próxima tornou ainda mais bonitos e profundos todos os nossos momentos juntos. Nem todos têm essa ventura. Uma grande amiga, um pouco antes, perdeu o seu pai uma semana depois de ter sido diagnosticado um câncer muito agressivo.

Minha mãe, decepcionada com algumas estrepulias que fizéramos na juventude, sempre falava aqueles versos do Vinicius, “filhos, pra que tê-los, e se não tê-los, como sabê-los”. Neste ano ela não os declamou uma vez sequer, e dizia apenas, “como é bom ter filhos”, e nos chamava de “seus três anjos”.

Diante disso, não posso fazer nada a não ser repetir a frase simples que sempre encerra qualquer culto da Seicho-No-Ie, e, claro, também fecha a Sutra que sua doce voz legou para a posteridade:

Muito obrigado.

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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23 respostas para Maria do Amparo (1945-2009)

  1. Tão linda, sua mãe, Marcus. Meu pai morreu quando eu tinha 18, ele tinha somente 40anos. De certa forma, entendo o que você está falando, sinto muito e desejo muita força, principalmente pra você aguentar esses primeiros meses. Com o tempo, acalma.

    Mas queria te dizer uma coisa, como mãe. A gente quer tanto, mas tanto ver os filhos felizes, que sua maior homenagem a ela agora é fazer das tripas coração pra superar o auge da dor, aprender a conviver com ela e ser feliz. Tenho certeza que saber que vocês estão bem é o que ela mais gostaria.

    Beijo carinhoso.

  2. Lucia Malla disse:

    Marcus, aceite meus piesames atrasados. E sinta-se abraçado por mim, mesmo de longe. Essa dor… é grande, mas os bons momentos que passaram falam mais alto. Um grande beijo de coração.

  3. Ju Sampaio disse:

    Chorei aqui com os três irmãos. Um abraço apertado para você. (Lindo nome tinha a sua mãe. Nome de mãe, né?)

  4. Marcelo disse:

    Meus pêsames.
    Espero que tenha força para passar por esta parte difícil da vida.
    Um abraço!

  5. thiago disse:

    Marcus, meus pêsames que vêm em hora tardia, mas são sinceros. Como são sinceras as lágrimas que insistem em aparecer depois de um texto tão lindo e comovente. Lembre sempre dela com muito carinho e todo o amor que ela lhes dedicou. Um abraço apertado, meu amigo.

  6. Andrea N. disse:

    Marcus, sinto muito. Muito mesmo. Que post lindo. Que homenagem maravilhosa a essa mãe maravilhosa. Estamos contigo, mandando pensamentos de paz e tranquilidade pra Dona Amparo, pra você e pra sua família toda. Abraços apertados.

  7. cris disse:

    querido: não tenho muito o que falar além do que te disse ontem. você parece estar sereno agora – e a prova é esse texto tão lindo. o mais importante é o que você diz logo no começo: sua mãe partiu tranquila e em paz. sinto muito por você que perdeu o convívio com uma pessoa tão linda, mas você tem as histórias dela pra relembrar, e lembranças boas sempre tornam os dias um pouco menos difíceis, não? beijos, fique bem.

  8. Leila disse:

    Marcus, estou triste por você e por todos nós que perdemos uma mãe maravilhosa antes do tempo. A dor nunca vai embora completamente, mas da mesma forma a mãe também fica, dentro da gente, nos atos que a gente repete e sabe que eram dela também…

  9. Marcus Pessoa disse:

    Agradeço muitíssimo o carinho de vocês. Ele é a maior prova do quanto a troca de idéias entre amigos que às vezes nem se encontraram ainda pessoalmente pode gerar uma vibração tão boa.

    Denise, sem dúvida que a mamãe, onde quer que esteja, quer que a gente supere isso e viva bem a nossa vida.

    Ju, a mamãe nasceu no último ano da Segunda Guerra. O pai dela estava convocado para lutar na Itália, e a vovó fez promessa para Nossa Senhora do Amparo para que ele não fosse. A guerra acabou antes de ele embarcar, e a mamãe nasceu um pouco depois.

    Thiago, um dia eu vou dar esse abraço apertado pessoalmente, seja em Pedreira, seja em qualquer lugar. Nossa amizade está pedindo isso pra logo. Não deu agora em março, mas vai dar em algum momento.

    E agradeço novamente aos demais, mesmo que não tenha agora palavras especiais para dizer a cada um. Beijos.

  10. Ollie disse:

    Oh, Marcus, meus sinceros sentimentos. Eu sei exatamente o que vc e seus irmãos estão sentindo. Também perdi minha mãe ano passado e, nossa, como elas fazem falta na vida da gente.
    O importante, o que vc nunca deve esquecer é que ela se foi, mas deixou um pouco dela com vcs, nas lembranças, nos ensinamentos, na genética e até mesmo na saudade. Qdo a tristeza ficar grande demais e ameaçar sufocar, lembre-se dos momentos que vocês partilharam. Eles são o melhor consolo.
    beijo,

  11. sandrosfc disse:

    E ae Marcus,blz? Sou o Sandro da comunidade Mozilla Firefox do Orkut que tu moderava…poxa irmão,meus pêsames,peder a mãe não é fácil,eu tenho a minha aqui também,ela tem diabete e pressão alta e meu pai também que ja passou por cirurgia cardíaca…e eles são muito importantes na minha vida…força p/ ti e fique com Deus! um abraço!

  12. Lise Sedrez disse:

    Oi, Marcus, Latmento muito pela tua perda. Um abraço grande e muita força neste momento.

    Lise

  13. Marcus, Marcus, tenho para mim, tão familiarizada a grandes perdas que essas dores são o que o dicionário da alma do povo chama de dores irreparáveis, ou dores inconsoláveis. São indizíveis e são inexprimíveis os sentimentos que gostaríamos de oferecer como prova de que sabemos e compreendemos o que passam nossos semelhantes.
    Nada fiz, nada escrevi, nada disse no momento (estive muito mal por todoesse semestre que passou e ainda estou me recuperando), mas sinto até um pouco de mal-estar caso não não escrevesse aqui a respeito de quanto era nova e bonita em sua vida terrena, a (muito bem denominada) D. Maria do Amparo.
    Eu. que não tive, sequer conheci minha mãe, gostaria de ter tido a sorte dela, de ter tido filhos como ela teve. Para amparar, amar e , acredita-me – eu já perto dela pela idade – para ser amada, o que no final de tudo, é tudo o que conta.
    Perdoa pelas palavras toscas e com tanto atraso.
    Recebe meu abraço, como alguém que tanto admiro.
    Agora, ainda muito mais, pela real capacidade e beleza de expressão demonstrada em hora tão íntima.
    Conhecedora da Sutra, peço-te *PERDÃO* pelo desconhecimento e deixo um OBRIGADA, muito obrigada. Porque é assim que deve ser.
    Meg

  14. Marcus, nem precisas publicar, mas pessoa de minha família, era amiga de sua Mãe. Ela está aqui a meu lado falando coisas belas sobre *a Amparo*.
    Veja como é essa vida. Se puderes, me manda teu telefone, para que ela, professora Selma Santalices possa falar contigo a espeito ds Amiga que se foi. Acredita Selma era amiga de praticamente toda a família de sua Mãe, incluindo a irmã mais velha….

    Enfim, fica a seu critério. Não se impeça de negar… Saiba só que estou ouvindo coisas maravilhosas a respeito dela, do astral, do quanto iluminava o ambiente em que entrava etc…
    Um beijo solidário que mandamos.

  15. Anderson disse:

    Sinto a tua dor, nas tuas palavras, como se fosse minha. Teu pesar é quase tangível no teu texto. Chorei com a tua narração. Sinto não poder fazer nada…

    Força.

  16. Marcus Pessoa disse:

    Muito obrigado a todos os que comentaram. Fico muito feliz por o meu texto ter conseguido transmitir a emoção que eu estava sentindo.

    Meg, eu demorei quase um mês para escrever porque até esta semana eu não estava, com se diz na psicologia, “elaborando o meu luto”. Eu estava bem alheio a tudo, e tentando até não pensar na mamãe por medo de desabar.

    Mas nos últimos dias eu deixei a tristeza e o peso da ausência entrarem, e estou conseguindo soltar pra fora através de lágrimas e ao reconectar com amigos que eu não tinha visto há bastante tempo.

    A partir desse momento, eu já sabia exatamente o que dizer aqui. E por isso escrevi.

  17. Silvia Faria disse:

    Marcus,
    Seu texto me emocionou muito. Infelizmente a vida da gente é cheia de perdas e imagino que talvez essa tenha sido a mais dolorosa para você. De coração, te desejo muita força. Beijo grande.

  18. Marcus, lamento muito sua perda. Perder a mãe, eu acredito, não é uma coisa que se supera, mas eu espero que você consiga viver da melhor forma possível com isso, talvez, como você mesmo sugere, alimentando a lembrança de todos os ensinamentos que ela lhe ofereceu, as muitas coisas boas que lhe deu.

    Eu também nunca havia experimentado a morte de alguém muito próximo quando meu avô, ano passado, faleceu após definhar durante alguns meses. Acompanhamos o seu sofrimento extremo e eu pessoalmente o vi dar o último suspiro numa noite de sábado. Ficamos dessa noite até às 16h do dia seguinte acordados, velando o corpo e cuidando de tudo. Lembro particulamenta da suas mãos. Mãos que tanta vezes pedíamos para a benção.

    A experiência da morte é definidora de toda a vida futura, para quem fica. Todos os outros laços importantes parecem se reafirmar. Espero que você possa viver também a mesma reafirmação. Grande abraço

  19. Telma Christiane disse:

    Marquinhos,
    Como já te falei em outras ocasiões, vi a dona Amparo uma única vez, mas não esqueço a carinha de preocupação dela em ver o filho sair em um dia de semana, sendo que tinha que acordar cedo no outro dia pra trabalhar (coisas de mãe mesmo), engraçado como isso ficou gravado em minha memória.
    Querido, sabes que podes contar comigo, apesar da distância, é só chamar que estou pronta pra te ouvir. Um grande beijo.

  20. Meus sentimentos, Marcus, triste por aparecer aqui e saber com atraso de perda tão grande.

    Grande abraço

  21. anna v. disse:

    Marcus, meus sentimentos. Seu texto é de grande sensibilidade, emocionou a todos.
    Um grande abraço.

  22. Juliano disse:

    Caro Marcus,

    Belíssimo texto. Pra mim, que ainda tenho meus pais, é difícil dimensionar sua dor; mas a sensibilidade de suas palavras, clareando todo seu sentimento, tocou-me profundamente.

    Deixo aqui meus sentimentos.

  23. Pingback: Tamo aí na atividade | Vida Offline

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