Yes, We Créu

Ilustração de Rodrigo Hasimoto

Esse trocadilho idiota, mas divertido, espalhou-se hoje tão rápido no Twitter que chegou ao topo dos trending topics em menos de 20 minutos.

Claro que o vencedor iria aparecer lá. Mas não foi só o nome Brasil, e sim o país Brasil, a cultura Brasil, na forma desse humor infame.

Uma alegria misturada com raiva, com mágoa, talvez? Se o São Paulo vence, o são-paulino não grita “aêê”, e sim “se fudeu corintiano”.

Os gringos nunca vão entender isso. E o Brasil segue revolucionando, com seu jeito meio cretino, os mecanismos frios da internet.

As tags do Twitter a gente não usa pra organizar informação, mas pra desorganizar, pelo sarcasmo. Por isso #yeswecreu e não #rio2016

O Twitter é legal pela resposta rápida, mas também porque é horizontal, sem centros de poder. Você não tem o que tomar posse lá.

Não vai virar um Orkut. Não tem como bagunçar. Cada um tem controle total sobre o que lê. Você não pode obrigar ninguém a ler os seus posts.

Você não precisa ler quem lhe lê. A relação é assíncrona e livre. E os controles de privacidade impedem que vire um lugar chato.

Eu ia escrever sobre a alegria brasileira e acabei falando sobre o Twitter em geral. Mudar o foco é algo que a gente faz lá todos os dias.

Só te digo uma coisa: é lá que está a diversão. E ter apenas 140 caracteres pra te convencer disso é ótimo.

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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4 respostas para Yes, We Créu

  1. Marcus Pessoa disse:

    O conteúdo de parte do post foi levemente copiado de posts anteriores da Mary e da Cris, mas adaptado rigidamente a parágrafos de no máximo 140 caracteres.

  2. Luiza disse:

    Por isso que eu adoro o Twitter. Vc fala o que quer, ler o q quer e so quem quiser vai te escutar. Não to lá para ter “followers” mas sim para falar o q da na telha e para ler umas coisas engraçadas q os outros falam.

  3. cris disse:

    eu adoro. eu leio tanta coisa legal no twitter que às vezes até esqueço de postar. é a primeira coisa que faço quando chego em casa às quartas, depois de 16 horas na rua trabalhando. e agora eu tenho duas contas, né? rs. [gostei disso que você disse, sobre ser algo ‘horizontal’, sem centros de poder e que não há o que tomar posse lá. acho isso genial. e pensar que tem um povo aí que elabora a crítica ao twitter por conta dos 140 caracteres, como se para precisar dizer algo você precisasse ser prolixo. às vezes até precisa, mas em contextos muito, muito específicos. não acredito que escrever menos seja ‘involução’ e que escrever mais seja o contrário. são tão falaciosas essas dicotomias…] bjs, queridão.

  4. cris disse:

    ops! “como se, para dizer algo, você precisasse…”

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