La Negra

Mercedes Sosa, La Negra

E eu estava ouvindo música hoje, e fiquei sabendo que Mercedes Sosa morreu, e fui correndo para o Blip.fm ouvir “Gracias a La Vida”, e “Volver a Los 17”, mas quando fui colocar o meu próprio blip no Twitter para homenageá-la, pensei apenas em “Años”, não sei bem por quê. Talvez porque essa canção, no dueto dela com Fagner, é uma lembrança fortíssima da minha infância. Ou talvez porque os versos “el tiempo pasa y vamos nos poniendo viejos” tenham tudo a ver com o que eu estou sentindo agora, e eu lembro da mamãe e choro duas vezes, uma por La Negra e outra pela dona Amparo. E lembro que essa sensação me persegue, a idéia de um paraíso que perdemos, e lembro do Vampiro Lestat quando perdeu Cláudia, morta à traição, e ele pensou no mundo como um imenso panteão de estátuas quebradas, imagem tão forte que é a segunda vez que eu a uso neste blog. E eu até entendo os reaças, os conservadores renitentes, porque pra eles o mundo começa a morrer assim que nasce.

Mas a música não é nada disso. É uma música pra ficar tranquilo com o passar do tempo. Clique abaixo para ouvir.

AÑOS
Mercedes Sosa

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Y el amor no lo reflejo como ayer
En cada conversación, cada beso, cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de razón

Vamos viviendo viendo las horas que van pasando
Las viejas discusiones se van perdiendo entre las razones
Porque años atras tomar tu mano, robarte un beso
Sin forzar el momento
Hacía parte de una verdad

A todo dices que si, a nada digo que no
Para poder construir esta tremenda armonia
Que pone viejos los corazones

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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2 respostas para La Negra

  1. Fernando Gouvea disse:

    Lindo, essa voz leva a gente pra não sei onde….

  2. Adriana disse:

    Lindo! Ontem, sem saber que a estava perdendo, fui buscar “Gracias a La Vida” para escutar…era uma saudade que eu sentia, uma necessidade de ouvir aquilo…e hoje fico sabendo que a perdemos. Não é que eu fique simplesmente triste por sua morte, mas é que fica faltando um pedaço da história viva da América que eu conhecia, que conhecí quando menina e que carrego comigo ainda hoje. Mesmo sabendo que somos uma América completamente nova, mais do que o som – ainda mais do que a voz – ,o símbolo Mercedes Sosa marca a minha história e a minha forma de olhar o nosso continente…Sentirei saudades e lamentarei ainda por algum tempo essa saudade que sinto!

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